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Rafting: esporte e aventura para toda a família


Contato com a natureza, ar puro e, é claro, água fresca, muita água. Estamos falando do rafting, uma atividade que tem atraído grupos de amigos e famílias inteiras para sentir a emoção (e o medo) do desafio de descer as corredeiras dos rios em botes infláveis, vencendo as quedas d’água e desviando das pedras.

No Brasil, as descidas de rafting acontecem desde 1982 e eram realizadas apenas nos Rios Paraíba do Sul e Paraíbuna, localizados na cidade de Três Rios, no Rio de Janeiro. Ganhou força em 1990 e hoje é praticado em quase todo o país. E, se você pensa que é preciso esperar pelas férias para curtir toda esta emoção e deixar de lado a agitação das cidades e as preocupações, está muito enganado. Em geral, os passeios duram um, dois ou até três dias, como é o caso das expedições.

Segundo Marcelo Caetano, instrutor da Canoar Rafting & Expedições, a restrição ao passeio existe apenas quando ocorre fortes chuvas em dias anteriores à descida no rio, pois aumenta o volume de água e pode trazer galhos e troncos de árvores, impedindo a passagem naquele trecho.

Mesmo quem não sabe nadar pode participar do rafting. Um dos equipamentos de segurança obrigatório que é fornecido pela agência é o colete salva-vidas, que deve ter flutuação adequada para a classe de corredeira e para o seu peso. Além do colete, você vai precisar de um capacete especial, que tenha furos para permitir fluxo de água.

“Não é um esporte perigoso desde que seja feito com orientação e equipamentos adequados”, orienta João Carlos Marincek, diretor da Venturas e Aventuras, agência de ecoturismo. Antes de entrar no bote, os instrutores passam noções básicas de comando de remada, posicionamento na embarcação e todos os procedimentos quando à possíveis quedas dos botes e resgate.

Para quem quer iniciar a prática vai um alerta: é importante procurar operadoras que ofereçam equipamentos e instrutores treinados, para que você aproveitar o passeio em segurança.

Classificação dos rios para o rafting

Os rios onde é praticado o rafting são classificados em seis níveis, de acordo com o tamanho da queda e o volume de água, o comprimento das corredeiras, seus perigos e dificuldades. As corredeiras com menor volume de água, em alguns casos, podem apresentar baixa flutuação, fazendo com que as pedras fiquem mais expostas, aumentando o risco de impacto. Já os de maior volume têm como característica a grande quantidade de ar misturado com a água que, somado ao movimento irregular da corrente, dificulta a flutuação.

De acordo com João Carlos, “o nível I é um simples passeio de bote sem risco ou fortes emoções”. Nele a corrente é mais leve e com pequenas ondas, ideal para as crianças. Se você é iniciante, os de classe II são os mais indicados. Neles, a corrente é leve, com ondas lisas e quedas pouco acentuadas.

Quem possui um certo conhecimento, pode descer em rios de nível III, pois as corredeiras apresentam ondas mais altas e irregulares. A passagens neste nível exige manobras mais complexas. Os níveis IV e V possuem corredeiras longas e turbulentas. Neste trecho, a passagem requer manobras precisas, para evitar que o bote vire. Já o VI é quase impossível de navegar.

Principais roteiros brasileiros


Bahia - Rio das Fêmeas e Rio de Ondas – Barreiras
Rio Taboquinhas – Itacaré

Espírito Santo - Rio Jucu – Domingos Martins

Minas Gerais - Rio das Velhas – Uberlândia
Rio Capivari – Lavras
Rio na cidade de Santa Rita de Jacutinga
Rio Jaguari – Extrema

Mato Grosso - Rio Tenente Amaral – Jaciara

Rio de Janeiro - Rio Paraíbuna – Três Rios
Rio Piraí – Piraí do Sul
Rio Manbucaba – Angra dos Reis
Rio Ribeirão das Lages – Seropédica

Rio Grande do Sul - Rio Paranhana – Três Coroas / Canela
Rio Caí – Petrópolis / Gramado
Rio das Antas – Bento Gonçalves
Rio Guaporé – Encantado

Santa Catarina - Rio Cubatão – Caldas da Imperatriz
Rio Itajaí-Açú – Apiúna
Rio Benedito – Indaial

Paraná - Rio Iapó e Rio Tibagi – Tibagi
Rio Cachoeira – Antonina

São Paulo - Rio Juquiá – Juquitiba
Rio Jacaré-Pepira – Brotas
Rio do Peixe – Socorro
Rio Paraíbuna – São Luis do Paraitinga

O que usar e levar

No verão use shorts de tactel e camiseta de algodão, que são leves e secam rápido. Você também pode colocar sunga ou biquini por baixo. Já no inverno é importante usar roupas de neoprene, que protegem contra o frio e possíveis arranhões. Dê preferência a sapatos com solas de borracha, com boa aderência. Não esqueça de proteger sua pele. Aplique protetor solar e repelente de insetos.

Caso o rafting dure mais de um dia, será preciso acampar na margem do rio. Neste caso, você precisará levar material para camping, como sacos de dormir e barracas. Leve também muda extra de roupas.

Para a hora do lanche, leve na mochila frutas tropicais, pois ajuda a matar a sede, sanduíches naturais (bem embalados, é claro) e cereais em barras. Um garrafinha com água também é importante.

Você pode levar ainda óculos escuros, máquina fotográfica, lanternas e pilhas para passeios noturnos.

 

 

 

  Os relatos e informações expressos no texto acima refletem a opinião do entrevistado, ficando a Roche isenta de qualquer responsabilidade com relação à utilização e aplicabilidade dessas informações.